Fazer o que gosta ou o que dá dinheiro: como decidir

Fazer o que gosta ou o que dá dinheiro: como decidir

Fazer o que gosta ou fazer o que dá dinheiro? Essa é uma decisão difícil de se tomar.

Talvez essa pergunta seja uma das mais comuns e todo mundo já teve de enfrentá-la em algum momento, sobretudo no início na nossa vida adulta.

Não é uma pergunta fácil de ser respondida, principalmente porque ela normalmente envolve dois aspectos importantíssimos de nossas vidas: 1) o nosso futuro e 2) dinheiro.

Porém, ter uma resposta satisfatória é necessário para que possamos tomar uma decisão consciente, objetiva e que minimize as chances de arrependimento em algum momento posterior.

Normalmente, sobretudo em conversas com familiares e amigos, a resposta mais comum – e que a maioria segue, infelizmente – é a de que o dinheiro é mais importante e que fazer o que se gosta não interessa tanto.

Mas seria isso verdade?

Hoje eu vou compartilhar com vocês meu relato sobre como eu descobri que fazer o que se gosta faz, sim, TODA diferença, influenciando não apenas seu futuro salário, mas também sua qualidade de vida e na sua felicidade.

Dá certo fazer o que não se gosta?

Mulher em dúvida se deve fazer o que gosta ou o que dá dinheiro

Se para você “dar certo” significa fazer dinheiro, sim, é possível que dê certo.

Mas se estivermos falando de um aspecto geral (realização pessoal, qualidade de vida, satisfação com trabalho, produtividade), provavelmente não vai funcionar.

Isso porque, a satisfação de um modo geral engloba diversos outros fatores e não apenas o dinheiro, o que impede uma satisfação plena de quem opta por essa rota.

É como colocar os pesos numa balança.

Se você optar de fazer o que não se gosta, mas paga bem, você provavelmente vai ter em um dos lados da balança “apenas” o dinheiro e do outro todos os aspectos negativos: não curtir o que faz, trabalho em excesso, nenhuma realização pessoal, etc.

Ou seja, você pode ganhar bastante dinheiro, sim. Mas definitivamente jamais conseguirá encontrar satisfação completa.

Satisfação completa no trabalho necessariamente exige que você goste aquilo que faz, e não dá para compensar isso com dinheiro.

Portanto, se você optar por esse caminho, saiba desde já o que esperar.

Por que fazer o que se gosta faz diferença?

Mulher satisfeita por fazer que gosta e não o que dá dinheiro.

Sim. Fazer o que se gosta faz muita diferença.

Não, eu não estou falando de clichês ultrapassados de “quem faz o que ama não precisa trabalhar nunca”, não é isso. Amando ou não amando o que se faz, você vai ter de trabalhar muito, e trabalhar cansa, nos exaure.

Trabalhar nunca será uma festa como muitos adoram espalhar por aí.

Mas então, por que faz diferença fazer o que se ama?

Primeiramente, faz diferença porque será mais leve fazer algo que você curte por, talvez, o resto de sua vida.

Normalmente, parecemos nos esquecer que escolher uma profissão pode ser algo que faremos para o resto da nossa, e, embora possamos mudar a qualquer momento, o tempo perdido nunca mais voltará.

Em segundo lugar, quando fazemos algo que amamos acontece algo que normalmente parecemos ignorar mais que faz muita diferença: executamos nosso trabalho com imensa facilidade.

Isso mesmo, a palavra a se prestar atenção aqui é FACILIDADE.

Quando você faz o que gosta, o que quer fazer, é muito mais fácil para você aprender, colocar em prática e manter-se fazer determinada tarefa por horas, dias, meses ou anos a fio até que se consiga resultado.

É absolutamente impossível manter fazendo algo que detesta por anos sem sentir nenhum efeito colateral disso: doenças psicossomáticas, alta carga de estresse, desânimo, procrastinação, etc.

Além disso, quando se faz o que se ama, há o componente da INOVAÇÃO.

Dificilmente alguém que odeia seu trabalho conseguirá inovar de alguma forma.

Aliás, aqui no blog tem um artigo inteirinho sobre como ser mais criativo, confere lá 😉

A pessoa detesta tanto seu trabalho que ele simplesmente cumpre seu horário, de preferência da maneira mais mecânica possível, e vai embora.

Não há preocupação com melhoramento contínuo, atualizar-se, manter-se atento às mudanças do setor: tudo isso é detestável para aqueles que odeiam aquilo que fazem.

E é justamente aí que está o diferencial da coisa toda.

Quem faz o que ama sempre poderá ir um passo além, pode ir onde os outros não podem, veem as coisas de maneira ampla porque gostam do fazem, se sentem realizados e empolgados a cada novo desafio.

Irremediavelmente, isso acaba fazendo diferença nos salários que são recebidos.

Como aquele que faz o que faz pelo dinheiro se limita ao básico e dificilmente inova, ele provavelmente passará sua vida profissional inteira sem grandes ascensões, manter-se-á na mesma situação por anos, fazendo só o “feijão-com-arroz”, e isso refletirá em seu salário, que não subirá muito além da mediana.

Já aquele que faz por amor, por inovar tanto, visualizar solução únicas, estar tão disposto a trabalhar e realizar coisas nunca feitas, normalmente acabam construindo muito valor em torno de si: o que resulta em salários melhores ou terminam por criar suas próprias empresas e faturam bem mais.

Portanto, sim, fazer aquilo que se ama faz MUITA DIFERENÇA.

Minha experiência pessoal

Não sabia cantar, não era bom em matemática, não era bom inglês, não era bom no futebol e nem em nenhum outro esporte: eu sempre fui mediano em tudo.

Até que um dia, seguindo o conselho de experimentar coisas novas, eu decidi tentar escrever um miniconto.

Eu nunca havia escrito nada na minha vida antes, mas decidi tentar, estava aberto a experimentar o máximo de coisas que pudesse.

E, para minha surpresa, eu escrevi um miniconto realmente bom.

Não quero me gabar, nem nada disso, mas realmente ficou bom. Era algo que eu leria que se encontrasse numa prateleira de livraria.

Foi assim que eu descobri que eu tinha um princípio de talento para escrever e, principalmente, eu realmente gostava de fazer aquilo.

Inclusive, tá aí o segredo para saber se você realmente tem talento para determinada coisa: é fácil para você fazer aquilo?

Se uma coisa é difícil e você tem de se esforçar muito, provavelmente você não tem um talento natural, aquela coisa inata que te direciona para um certo caminho.

Mas, se a coisa é muito fácil para você, sem muito conhecido você já é capaz de desenrolar bem e produzir resultados com qualidade, então existe ali um potencial para o crescimento de um talento, há uma fagulha a ser desenvolvida.

Escrever era fácil para mim. Bastava me sentar diante de uma página em branco do Word para que as palavras começassem a fluir naturalmente. Não havia horas de pensamento sobre como escrever, só saía como deveria sair.

Minha prova final para desenvolver esse talento recém descoberto foi coloca-lo a prova de alguma maneira: foi então que eu decidi criar este blog (cujo objetivo principal foi justamente dar vasão essa coisa nova que eu nem sabia que podia fazer).

Antes de pôr o blog no ar, eu decidi produzir conteúdo suficiente para um certo período de tempo, para que eu não precisasse, assim, escrever todos os dias.

Então eu decidi escrever dezesseis posts de 1.500 palavras cada, porém meu tempo era limitado: eu tinha exatamente uma semana para escrever todos eles.

Seriam 24.000 palavras – o tamanho de palavras necessárias para escrever uma novela completa –, mas eu decidi que iria conseguir.

Primeiro, se você está lendo este blog agora, é porque eu consegui bater aquela meta. Sim, eu escrevi de maneira consistente o que havia me proposto.

Mas foi difícil fazer isso?

Resposta sincera: não.

Cansativo? Bastante. Mas difícil, não.

Bastava eu me sentar e tudo saía fluentemente. Não botei pressão nenhuma em mim para que eu fizesse tudo no prazo, só trabalhei.

Na verdade, foi até muito divertido fazer aquilo, eu comecei vislumbrar ali como eu seria feliz se pudesse trabalhar escrevendo pelo resto da minha vida: naquele momento eu estava descobrindo como fazer as coisas por amor faz mesmo a diferença.

Foi com base nessa experiência única que eu decidi mudar de área (ainda que não totalmente) e me dedicar à escrita.

E, acreditem, essa foi a melhor decisão que eu já tive minha vida.

Não tenha absolutamente nada a reclamar e todos os dias colho os frutos de ter tomado uma decisão tão difícil ainda muito cedo.

Conclusão

Definitivamente a vida não é um conto de fadas.

Por isso, você não deve sair por aí imaginando que basta trabalhar com amor que tudo dará certo no final do dia.

Não é assim que as coisas funcionam.

Muitas vezes, possivelmente, você será obrigado a trabalhar com coisas que detesta para poder se sustentar: e terá de encarar isso de frente como um adulto.

Não adianta demonizar o trabalho, tampouco aqueles que decidem trabalhar por dinheiro e não por amor. Entenda que a vida é uma só, e cabe a cada um fazer a decisão que achar melhor.

Para alguns, o dinheiro sempre será o fator mais importante, independentemente dos aborrecimentos que passará ao longo da vida.

Para outros, no entanto, a qualidade de vida e satisfação em fazer o que se gosta estão acima de qualquer valor monetário.

Agora, estando ciente do que te espera, seja qual for sua decisão, espero que você reflita e amadureça suas ideias e tome a melhor para si neste momento tão importante de sua vida.

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J.R. Dittman

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